O Vale das Cachoeiras Sagradas
Contemplar a Natureza é a prioridade. Da varanda de um chalé, de uma trilha no alto da montanha, da sela de um cavalo, ou mesmo de dentro de um confortável veículo 4 x 4. Encher os olhos e esvaziar a cabeça.
Os primeiros moradores de Visconde de Mauá, os índios puris, costumavam erguer suas aldeias junto a cachoeiras, por considerá-las sagradas. Instalaram-se inicialmente perto da Fumaça e da Prata. Depois subiram um pouco o rio, chegando ao local onde se encontra atualmente a Vila de Visconde de Mauá.
É impossível saber quantas delas existem por aqui. A da Fumaça, com suas corredeiras imponentes, seus 2 km de extensão e 200 metros de queda, envolta na névoa que lhe deu o nome, é considerada a maior cachoeira do Estado do Rio de Janeiro. Dela até o popular Escorrega, são alguns quilômetros de estrada de terra e muitas opções a escolher.
Em pleno Terceiro Milênio, o homem branco, como os puris, ainda se extasia com a visão das quedas d´água e não resiste: deixa-se envolver pelo ambiente, banhando o corpo e lavando a alma a cada mergulho.
Mountain bike ou concerto de viola
A contemplação e os prazeres da boa mesa podem ser entremeados com as mais diversas atividades - físicas e culturais -, que vão desde uma radical descida de mountain bike em meio à mata fechada, cheia de curvas e espessos troncos, a um plácido concerto de viola e violão.
Na época das cheias (verão), botes infláveis e caiaques descem o Rio Preto em meio a corredeiras. Na seca (inverno), recomenda-se trilhas na mata e cavalgadas para alcançar recantos onde nem um veículo 4x4 chega. Quando os ventos estão favoráveis, pode-se saltar de asa delta do alto da serra (1.400 metros de altura) e curtir o cenário.
Mas há também programas mais corriqueiros, como caminhadas de intensidades variadas, aluguel de bicicletas, pequenas concentrações de lojinhas, ´happy hour´ musical, mostras de fotografia, exposições da produção artística local e até museus.
O encanto mágico da lua cheia
As noites na serra têm um encanto especial, longe das luzes e dos ruídos da cidade. O céu parece mais próximo e as estrelas, mais nítidas e presentes. Se a Lua estiver cheia ou crescendo, então, é possível experimentar prazeres indizíveis.
Ao amanhecer, o canto dos pássaros e, depois, dias inteiros ao som do barulho das águas, do mugir das vacas, do relinchar dos cavalos, do estalar da mata. Quando o sol se põe, é a vez do silêncio do entardecer e do crepitar da lareira. E tudo começa novamente.
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